Data Publicação: 15/10/2026
Redação: SARAH MARMO AZZARI
Equipe orientou usuárias sobre serviços de apoio e canais de denúncia
A UPA Ipiranga, em São Paulo, se mobilizou para alertar profissionais, pacientes e acompanhantes sobre o combate à violência contra a mulher. A equipe realizou orientações na sala de espera, com divulgação dos serviços públicos de apoio à vítima, como a Casa da Mulher Brasileira e a Casa Sônia Maria Batista " Centro de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM .
Casa da Mulher Brasileira - Centro integrado e humanizado que reúne em um único espaço diversos serviços especializados de acolhimento, proteção, saúde, Justiça e assistência para mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Casa Sônia Maria Batista " Centro de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM) - Oferece atendimento social e psicológico, orientação e encaminhamento jurídico a mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social. O serviço também busca contribuir para o fortalecimento da autoestima e da autonomia pessoal, social e econômica das mulheres, auxiliando-as no processo de superação da violência e reforçando a importância dos projetos sociais e das políticas públicas voltadas à proteção e ao atendimento às mulheres.
Na ocasião, a equipe também orientou as mulheres presentes sobre o serviço Acolhe Mais, destinado a mulheres em situação de violência, mães atípicas e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O programa disponibiliza teleatendimento em saúde mental por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
Por fim, foram entregues folhetos informativos da Prefeitura de São Paulo sobre o ciclo da violência, com informações detalhadas para auxiliar na identificação das diferentes fases e dos sinais de uma situação de violência:
1 - AUMENTO DA TENSÃO
Nesse primeiro momento, o agressor mostra-se tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Ele também humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos.
2 - ATO DE VIOLÊNCIA
Esta fase corresponde à explosão do agressor, ou seja, a falta de controle chega ao limite e leva ao ato violento. Aqui, toda a tensão acumulada na Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial.
3 - ARREPENDIMENTO E COMPORTAMENTO CARINHOSO
Também conhecida como "lua de mel", esta fase se caracteriza pelo arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras: ela abre mão de seus direitos e recursos, enquanto ele diz que "vai mudar". Mas não muda.
Segundo a CNN, nos primeiros 7 meses deste ano, o Brasil registrou 848 casos de feminicídio. Apesar de uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda é um dado preocupante.
"É uma campanha importante considerando o número expressivo de mulheres vítimas de violência doméstica que acolhemos todos os dias. Reafirmamos o nosso compromisso em ser um espaço seguro de escuta, apoio e proteção, comenta Daniele de Palma, assistente social da UPA.
A UPA Ipiranga é uma unidade da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, gerenciada em parceria com Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) - uma das maiores Organizações Sociais de Saúde do Brasil - por meio do Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS), que realiza atualmente o gerenciamento de 368 unidades de saúde, estando presente nos municípios de São Paulo (SP), Santo André (SP), Diadema (SP), Mogi das Cruzes (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Fortaleza (CE).