ALZHEIMER

 

A Doença de Alzheimer (DA) é causada pela morte de células cerebrais, e se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas como memória, orientação, atenção e linguagem.

 

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Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a estimativa é de que, no mundo, existam cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença.

No Brasil, é estimado que existam cerca de 1,2 milhões de casos, sendo que a maior parte deles ainda não foi diagnosticada.

Isso ocorre porque em muitos casos a doença é confundida como uma condição dos idosos, um declínio cognitivo relacionado à idade e assim a suspeita de Alzheimer é descartada.

O que poucas pessoas sabem é que a Doença de Alzheimer pode começar décadas antes do surgimento de seus sintomas, o que pode dificultar seu tratamento.

O Alzheimer é a doença que mais provoca quadros de demência, e é caracterizada por:

·         alterações audi-espaciais;

·         alterações de memória;

·         desorientação em relação ao tempo e ao espaço;

·         desorientação do raciocínio;

·         falta de concentração;

·         distúrbio de aprendizado;

·         impossibilidade de realização de tarefas complexas;

·         impossibilidade de julgamento;

·         afetação na linguagem e habilidades visuais-espaciais.

Essas alterações são associadas aos sintomas neuropsiquiátricos, ou seja, às mudanças no comportamento ou na personalidade.

Essa confusão faz com que a busca por orientação médica demore, o que tem como consequência o diagnóstico tardio, afetando diretamente no tratamento do paciente.

Existem vários estudos em desenvolvimento que buscam entender as principais causas da doença, o que se sabe é que muitos fatores contribuem para seu surgimento, como:

·         proteínas danificadas (Amilóide e Tau);

·         genética (APOE);

·         falha de energia neural;

·         neuroinflamação e

·         doença vascular.

Por esse motivo muitos institutos de pesquisa e empresas farmacêuticas têm se concentrado em desenvolver tratamentos direcionados para as causas, no entanto, o diagnóstico precoce torna possível retardar o avanço da doença e ter maior controle sobre os sintomas, o que garantirá melhor qualidade de vida à pessoa com Alzheimer.

 
Quais são os fatores de risco para o Alzheimer?

Dentre os fatores de risco, a idade ainda é o principal.

Pessoas com idade igual ou maior a 65 anos possuem risco duplicado de desenvolver a doença a cada 5 anos.

Algumas ações associadas ao estilo de vida também podem possuir ligações com a doença Alzheimer e são considerados fatores de risco, por alguns estudos.

Esses estudos apontam que, se eles forem controlados, podem retardar o aparecimento dos sintomas iniciais, sendo:

·         hipertensão;

·         exposição ao alumínio;

·         diabetes;

·         obesidade;

·         abuso de álcool;

·         doenças da tireóide;

·         hipertensão arterial sistêmica;

·         tabagismo;

·         sedentarismo.

Pessoas que possuem familiares com Alzheimer estão propensos ao risco de desenvolver a doença futuramente. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.


E os sintomas?

·         perda de memória recente;

·         dificuldade para encontrar palavras;

·         desorientação no tempo e no espaço;

·         dificuldade para tomar decisões;

·         perda de iniciativa e de motivação;

·         sinais de depressão;

·         agressividade;

·         redução do interesse por atividades e passatempos;

·         Esquecimento leve nas atividades diárias;

·         Dificuldade para lembrar os eventos e atividades;

·         Problemas para lembrar o nome de pessoas e coisas.

Em estado mais avançado os sintomas são:

·         mudança de personalidade;

·         perda de insight;

·         perda de habilidades simples como o hábito de escovar os dentes;

·         não reconhecer pessoas em ambientes familiares;

·         dificuldade em ler, falar e entender as coisas com clareza;

·         confusão, agressividade ou desorientação;

·         inconsciente das limitações pessoais;

·         incapacidade ou grande dificuldade de realizar atividades do dia a dia;

·         lembrança de fatos passado;

·         perda da estabilidade sentimental e comportamental;

·         perda da confiança e segurança;

·         alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

A fase de demência degenerativa ou fase grave é caracterizada por:

·         maior desorientação e confusão;

·         completa dependência de cuidados;

·         complicações na saúde física devido a imobilidade;

·         incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos;

·         dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição;

·         dificuldade de entender o que se passa à sua volta;

·         dificuldade de orientar-se dentro de casa;

·         morte por infecções ou outras complicações como, por exemplo, doenças respiratórias.

Nessa fase, ainda pode haver incontinência urinária e fecal, intensificação de comportamento inadequado e incapacidade de locomoção.
            

E o tratamento para o Alzheimer?

Como já sabemos, não existe cura para a Doença de Alzheimer.

Contudo, as pesquisas científicas progridem na compreensão dos mecanismos responsáveis pela enfermidade e no desenvolvimento de medicamentos para o tratamento, o que garante uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

O principal objetivo dos tratamentos é aliviar os sintomas existentes, fazendo com que as pessoas consigam se manter independentes nas atividades da vida diária por mais tempo.

Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.

Uma das formas de tratar a Doença de Alzheimer é utilizando medicamentos que inibam a degradação da acetilcolina.

As medicações específicas e controladas podem ser indicadas para o tratamento de sintomas comportamentais e psicológicos, como:

·         agitação;

·         agressividade;

·         alterações do sono;

·         depressão;

·         ansiedade;

·         apatia;

·         delírios e alucinações.

É importante que as doses e os horários das medicações prescritas pelo médico especialista sejam seguidos corretamente.

Alterações ou reações não esperadas precisam ser comunicadas para que o médico indique os ajustes necessários.

Há ainda os tratamentos não farmacológicos, para os quais existem evidências científicas sobre o benefício das atividades de estimulação cognitiva, social e física para a manutenção e preservação de habilidades que favoreçam a funcionalidade.

Dessa forma, treinar funções cognitivas como atenção, memória, linguagem e orientação, são essenciais para as pessoas com Alzheimer.

Isso porque, os indivíduos que utilizam o cérebro de maneira mais ampla e frequente, desenvolvem maior segurança ao praticar algumas atividades.

Mas é muito importante que a seleção, frequência e distribuição das tarefas sejam criteriosas e orientadas por médicos especialistas.

O intuito dos tratamentos não farmacológicos é fazer com que a pessoa consiga desenvolver atividades diárias mesmo com os sintomas do Alzheimer.

As pessoas com Alzheimer apresentam muitas reações emocionais negativas nos estágios iniciais, assim como dificuldade de adaptação às mudanças, causando desmotivação.

Por isso, quem convive com essas pessoas precisa considerar tais questões para motivá-las a desenvolver atividades e encontros sociais.

 

No SUS (Sistema Único de Saúde) há a possibilidade de diagnóstico e tratamento para essa doença. Se surgir um ou mais sintomas, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
Este texto possui caráter informativo e não substitui uma consulta médica.
 

Fontes:

ABRAZ – Associação Brasileira de Alzheimer

http://abraz.org.br/web/

Câmara Municipal de São Paulo

https://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/fevereiro-roxo-alerta-para-tres-doencas-incuraveis/

Ministério da Saúde

https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/alzheimer