Outubro Rosa – Mês de Combate ao Câncer de Mama

Movimento Internacional de Conscientização e Prevenção ao Câncer Mamário

 

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O “Outubro Rosa” foi criado no início da década de 1.990 e desde então, a data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, além de contribuir para a redução da mortalidade. 

O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada das células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem às características próprias de cada tumor.

Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras.

O diagnóstico preciso se dá através de exame clínico das mamas, realizado por médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Neste exame, poderão ser identificadas alterações e, se necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia - um raio X que permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno.

O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas, mas pode também ser assintomático para muitas mulheres. É importante, portanto, que a mulher conheça bem o seu corpo e possa analisar com frequência qualquer alteração nas mamas para procurar o médico ao notar alguma anormalidade.
 
Se tocar é imprescindível!
 
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Listamos alguns dos possíveis sinais e sintomas:

- alterações no tamanho ou forma da mama;
- nódulo único e endurecido;
- vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama, mesmo que não apresente presença de nódulo;
- nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho;
- sensação de massa ou nódulo em uma das mamas;
- sensação de nódulo aumentado na axila;
- espessamento ou retração da pele ou do mamilo;
- secreção sanguinolenta ou aquosa pelos mamilos;
- assimetria entre as duas mamas;
- presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;
- endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;
- coceira frequente na mama ou no mamilo;
- formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;
- inversão do mamilo;
- inchaço do braço;
- dor na mama ou no mamilo.


 
O aparecimento dessas anormalidades pode ocorrer de forma isolada ou simultânea. É importante lembrar que esses sinais nem sempre indicam a presença de um câncer, sendo necessário consultar um médico para ter o correto diagnóstico.

Existem diversos tipos de tratamento indicados para combater o câncer de mama. O plano terapêutico a ser adotado deverá ser definido pelo médico, mediante a análise de todos os exames realizados e pelos dados fornecidos pelo médico patologista, após a realização de biópsia.

A paciente deve ser informada sobre as melhores possibilidades de tratamento existentes para o seu caso, mesmo aquelas que não estejam ao alcance da cobertura do plano de saúde ou que não sejam acessíveis gratuitamente via SUS. É direito da paciente questionar e discutir com o médico todas as opções.
 
 
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As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em tratamento local (com cirurgia e radioterapia) e tratamento sistêmico cuja ação se dá por quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores.

Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em sua maioria, modificáveis; porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança.

Confira abaixo, como melhorar sua qualidade de vida e evitar o surgimento de câncer de mama:

- praticar atividade física;
- alimentar-se de forma saudável;
- manter o peso corporal adequado;
- evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- amamentar;
- evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.


 

Fontes:

INCA – Instituto Nacional de Câncer

Biblioteca Virtual em Saúde -  Ministério da Saúde