Constelação Familiar

Instrumento faz parte das Práticas Integrativas reconhecidas pelo SUS

CAPS Infantojuvenil Sapopempa 1
 
Facilitadora Vanessa Leite conduz exercício de Constelação Familiar
 
 
Desde março de 2018, a Constelação Familiar Sistêmica foi incluída na lista de Práticas Integrativas do SUS, e tem sido aplicada em algumas UBS e CAPS, como é o caso do CAPS Infantojuvenil Sapopemba. Duas vezes ao mês, a Psicóloga e facilitadora de Constelação Familiar Vanessa Araujo Leite da Silva conduz um grupo utilizando esta intervenção terapêutica breve, criada pelo Psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

Utilizando-se este instrumento, vêm à consciência as origens de diversos problemas, cargas emocionais, conflitos e dificuldades, que nem sempre tinham sua causa conhecida, e que podem ser decorrentes de fatos ocorridos tanto no passado do indivíduo, quanto no de sua família nuclear ou de gerações anteriores. A Constelação Familiar permite o acesso a padrões de comportamento dos grupos familiares e muitas vezes é possível, reposicionando elementos chaves, trazer equilíbrio ao cliente/sistema familiar, ressignificando assim a herança transgeracional com funcionamentos disfuncionais.
 
Na prática funciona assim: um participante do grupo que deseja olhar alguma questão (conflitos familiares, doenças físicas ou psíquicas, por exemplo) escolhe um representante para si e para outros membros envolvidos na situação. Os representantes são captados pelo campo morfogenético do núcleo familiar em questão, apresentando movimentos, sensações e percepções, e uma imagem se forma.

“A constelação familiar, por meio dos representantes, vai trazer uma imagem, e por meio dessa imagem, muitas vezes é possível encontrar caminhos de reconciliação, de cura...As doenças físicas e psicológicas muitas vezes estão conectadas ao histórico familiar”, exemplifica a facilitadora Vanessa.

No dia desta matéria foram realizados exercícios sistêmicos em duplas. Os participantes em se conectavam com sua questão e com o representante através do olhar, e manifestavam suas sensações e percepções. Todos os exercícios foram mediados pela facilitadora, que em momentos adequados introduziu frases de solução.

O objetivo é que por meio dessas intervenções – que podem contar com inúmeros encontros - seja possível entrar em contato com situações, sentimentos e até traumas que são bloqueados, seja por medo, raiva ou dificuldade de aceitação. E tudo isso envolvendo as respectivas gerações passadas e tudo o que elas vivenciaram.

No entanto, é Importante ressaltar que, embora a Constelação Familiar possibilite um olhar ampliado sobre o indivíduo, sua família e o processo de adoecimento físico ou psíquico, muitas vezes até desencadeando processos curativos, esta não exclui as formas tradicionais de tratamento.

A Constelação Familiar nasceu dentro do âmbito das terapias, mas atualmente tem sido utilizada nos mais diversos segmentos, como a Pedagogia Sistêmica e o Direito Sistêmico. Para facilitar uma Constelação Familiar é necessário passar por uma formação específica, com duração média de dois anos.

No CAPS Infantojuvenil Sapopemba, serviço da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo gerenciado em parceria com a SPDM/PAIS, organização social de saúde, os encontros acontecem duas vezes ao mês e é voltado para os familiares eusuários da unidade.