Auriculoterapia

Prática da medicina tradicional chinesa melhora a vida de usuários da UBS Americanópolis
 
 
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Usuária passa por sessão de Auriculoterapia
 
 
O ano de 2017 começou com uma excelente notícia para os usuários do SUS, uma vez que foram inseridas 14 novas práticas no atendimento oferecido pelo Sistema. Trata-se de práticas alternativas, que visam complementar o serviço da medicina tradicional.

Dentre as novidades implantadas, está a Acupuntura, tendo como um dos processos a Auriculoterapia. O método consiste na aplicação de sementes ou pequenas agulhas na região da orelha, para a realização de pressão em pontos específicos, relacionados a diversas partes e órgãos do corpo. O estímulo desses pontos promete aliviar não apenas dores físicas, mas também emocionais, como ansiedade e depressão.

Auriculoterapia serve para tratar até 200 sintomas do corpo através de vasos e canais situados na orelha. Trata-se de uma técnica antiga que vem sendo utilizada até os dias de hoje e serve para promover alívio das dores, enxaqueca, trata a insônia e também problemas e disfunções de caráter psicológico.

 

O tratamento com Auriculoterapia trata-se da aplicação de sementes em pontos específicos da orelha que ficam presas por adesivos, oferecem excelentes resultados, são práticas e ainda favorecem as pessoas que sofrem por medo da aplicação de agulhas na pele.

A prática tem sido bastante aceita pelos usuários da UBS Americanópolis, unidade da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo gerenciada em parceria com a SPDM/PAIS.

Para ser atendido pelo Enfermeiro responsável, pós-graduando em Acupuntura, o paciente passa por uma consulta com o Médico, consulta de Enfermagem ou Psicológica da UBS, que avalia o quadro e a necessidade da Auriculoterapia.
 
 
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Enfermeiro Weder orienta usuários sobre aplicação e benefícios da Auriculoterapia
 
 
Uma vez encaminhado, após as primeiras cinco sessões o paciente passa por uma avaliação e, se necessário, ocorrem outras cinco, totalizando dez sessões do método. No entanto, o resultado não demora a aparecer. É o caso de Dona Maria Valdelice, de 65 anos, que no segundo encontro relatou uma significativa melhora na grave tremedeira que possuía nas mãos. “Eu pensei ‘meu Deus! meu pai treme, minha mãe treme. Será que é coisa de família mesmo? ’ Mas na primeira vez, melhorou”, afirma. 

Dona Calmerinda de Jesus é outro exemplo de sucesso. Dentre outras questões de saúde, possuía quatro feridas nas pernas que não cicatrizavam. Após ter o ponto da orelha relacionado à circulação estimulado, a paciente percebeu melhoras já na 2ª sessão. “Agora já começou a cicatrizar, uma já secou”, observa. A insônia era outra questão presente no quadro de Dona Calmerinda, que hoje brinca: “Agora precisa colocar o despertador para não perder a hora”.

Para o Senhor Paulo, o alívio de fortes dores na coluna é motivo de comemoração, além do impacto da Auriculoterapia no tratamento da depressão, realizado com acompanhamento da Psicóloga da UBS e de Psiquiatra da Santa Casa. “Estava em depressão profunda, com tendência ao suicídio. O remédio (prescrito pelo Psiquiatra) ajudou muito, mas a Acupuntura colaborou”, reconhece.

E não é só isso. O método aplicado promete ainda auxiliar o paciente na elevação da autoestima e no abandono de vícios, dentre outros benefícios. “Nada paga ver as pessoas bem, vale muito mais do que dinheiro”, conclui Weder Lucio Torres, Enfermeiro responsável pela aplicação da prática na UBS Americanópolis.